terça-feira, 11 de agosto de 2009

Como já dizia Clarice, 'liberdade é pouco. O que quero ainda não tem nome.'.

Não sei o que tinha em mente ao montar tal pensamento. Mas sei o que penso quando o leio. Meus ventos de sonhos vão longe, e posso perceber que minha concepção de liberdade vai muito além do poder de ir e vir a hora que quiser. Vai além do saber que ninguém é dono de ninguém. Que pensamentos, mesmo que muito parecidos, são sempre singulares. Não é apenas estar livre. É sentir-se livre. Livre dos preconceitos e dos pessimismos, mesmo que estes estejam impregnados em nossa pele. Na nossa cultura. Sentir-se livre do medo da morte que nos persegue por qualquer beco que nos possa servir de válvula de escape. Sentir-se livre do que nos prende a expressão. Do que nos prende os lábios, a língua, a garganta, o pensar. Do que nos diminui o sentir e o agir. Sentir-se livre do que nos diz 'siga o fluxo'.. Sentir-se livre pra ir contra ele. Pra seguir seus instintos e gritar, mesmo que pra dentro, que a vida é boa. Que mesmo não havendo túnel, há luz.

Um comentário:

Anitha Rosenrot disse...

"Pra seguir seus instintos e gritar, mesmo que pra dentro, que a vida é boa. Que mesmo não havendo túnel, há luz."

Eu quero também!!

P.s:Volta,Ana! Adoro seus textos!